Jardim Alfredo Keil
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Praça da Alegria
Autocarros: 1, 2, 9, 11, 15, 21, 31, 32, 36, 39, 41, 44, 45, 46, 58, 90, 100
Eléctricos: 24, 25
Metro: Restauradores, Avenida
Junto ao passeio Público (hoje Avenida da Liberdade) havia uma pequena praça semi-abandonada onde entre 1809 e 1835 se realizava a Feira da Ladra. Atravessada na colina, a praça constituía um belo desafio para um jardinzinho à maneira romântica. Ali, em 1882, se fez um amplo socalco circular com cerca de 0,5ha, com um lago com repuxo ao centro, guardado por um par de palmeiras e rodeado de lódãos, eucaliptos e outras altas árvores.
Passaram os anos, e veio a República, que baptizou o jardim com o nome de Alfredo Keil, lhe acrescentou em 1957 um busto deste pintor e compositor, da autoria de Teixeira Lopes, e uma lápide com a letra do hino nacional, de que ele escreveu a música.
Também conhecido por Jardim da Praça da Alegria, quase 125 anos depois, a praça continua bela: passsam já dos 30 metros os seus dois metrosideros dos antípodas, cujas flores lhes garantiram o nome de árvores-de-fogo.
Com alguns arbustos e pequenas manchas de relva apresenta um estrato arbóreo bem desenvolvido, tendo sido identificadas 12 espécies de árvores. Exibe como principais motivos de interesse a presença de vários exemplares considerados de Interesse Público: duas coralinas (E. crista-galli), dois bonitos exemplares de metrosideros, dois maciços de lodãos e uma paineira-rosa. Esta última com mais de 20 metros de altura, cria na época da floração um espectáculo extraordinário, uma vez que a sua copa se torna de um rosa-vivo, visivel de muito longe, especialmente do Jardim do Torel e do Castelo de S. Jorge. De referir que os dois metrosideros e as duas coralinas, além de serem consideradas Árvores de Interesse Público são ainda Exemplares Únicos ou Raros. Numa comunidade animal claramente domonada pelo pombo-das-rochas pelo pardal-comum apenas foram identificadas 7 espécies de aves, pelo que a diversidade avifaunistica pode ser considerada baixa. No entanto, a proximidade do Jardim Botânico da Faculdade de Ciências e o facto da pressão humana não ser excessiva permitem admitir a presença esporádica de algumas das aves residentes neste último.
Localização:





